Sócios da empresa Speed Dolar são presos suspeitos de atuar em esquema de 'pirâmide financeira



A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (14), em Goiânia, onze pessoas suspeitas de atuar em um esquema conhecido como "pirâmide financeira". Segundo as investigações, o grupo anunciava às vítimas a possibilidade de fazer investimento para melhorar a posição de seus sites em mecanismos de busca e dobrar esse valor em apenas 20 dias. Além disso, o cliente também receberia uma comissão por pessoa convidada que aceitasse participar do negócio. Incialmente, a Polícia Civil crê que o golpe possa ter causado um prejuízo de R$ 40 milhões.


Segundo o delegado Manoel Borges, titular do 7º DP de Goiânia e responsável pelas investigações, os suspeitos - nove homens e duas mulheres - disseram que só irão se pronunciar em juízo. Eles foram detidos em um hotel durante uma reunião com mais de 200 pessoas. Um dos suspeitos alegou informalmente à polícia que teve um lucro de R$ 1,5 milhão em três meses.

Ainda conforme Borges, o grupo montou uma empresa chamada Speed Dolar que era usada no golpe. Ele afirma que as pessoas eram enganadas com a promessa de ganho com base em cliques feitos no site da vítima.
"O intuito era captar investidores que adquiriam um produto virtual com a promessa de que teriam retorno econômico. A pessoa interessada pagava US$ 22 por uma taxa de adesão. Depois, pagavam por um dos planos disponíveis, que variava de US$ 212 a US$ 896 (entre R$ 735 e R$ 3.109 na cotação desta quinta), que era depositado na conta da empresa", disse ao G1.

Os suspeitos diziam que o valor do plano dobraria em 20 dias. Outras pessoas deveriam ser angariadas para o esquema e também pagariam por um dos pacotes.

"Passado esse período, alguns associados questionavam quando poderiam receber seu lucro. Os suspeitos alegavam que o dinheiro seria disponibilizado depois que um novo site da empresa entrasse no ar, algo que nunca ocorreu", ponderou o delegado.

Prejuízo milionário

O investigador ainda não tem ideia de quantas pessoas podem ter sido enganadas. Ele diz que, pelo que colheu de informações até agora, o rombo pode ser estratosférico.

"Um dos gestores disse que ganhou mais de R$ 1,5 milhão. Eles viviam uma vida de ostentação, com carros e casa de luxo. Claro que é algo preliminar, mas pelo que temos até agora, imagino que o golpe causou um prejuízo de cerca de R$ 40 milhões", estima.
O grupo deve ser indiciado por crime contra a economia popular, estelionato e associação criminosa. Se condenados, podem pegar uma pena de mais de dez anos.

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/04/onze-sao-presos-suspeitos-de-atuar-em-esquema-de-piramide-financeira.html
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