“Não venha! Não venha! Não venha!”

Amigo promotor ainda tentou conversar com Nicole

No apartamento do terceiro andar do Edifício Roma, do Condomínio Florença, em Rio Branco, a perícia técnica da Polícia Civil encontrou várias unidades do medicamento “Ansiolítico”, um anti-depressivo.

Era o medicamento usado pela promotora de Justiça do Bujari, Nicole Gonzalez Colombo Arnoldi. Um amigo, que também é promotor e mora no mesmo prédio sentiu que Nicole não estava bem.

Ele tentou amparar a amiga. “Vamos conversar. Eu vou aí para conversar”, teria dito o amigo na tentativa de acalmar a jovem promotora. Ela foi enfática. “Não venha! Não venha! Não venha!”.

Momentos após, ouviu-se o barulho do tiro. Foi disparado de uma pistola 380 que pertencia à própria promotora Nicole (ela possuía o porte da arma). O tiro atingiu a cabeça.

A porta foi arrombada para que um possível socorro fosse feito. Mas, já não havia mais nada a ser feito. O secretário de Estado de Polícia Civil, Carlos Portela, disse que ainda não é possível afirmar com segurança as circunstâncias da situação. “O laudo da perícia sai em 10 dias”, assegurou.

A Polícia Técnica está fazendo um rigoroso trabalho na cena do acidente. A imprensa, que aguardava no local para registrar a saída do IML, foi despistada.


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