TelexFree - Promotora diz que o ressarcimento dos usuários está garantido


 OTribunal de Justiça do Acre (TJAC) anunciou a sentença de condenação da empresa feita pela juíza Thaís Khalil, titular da 2ª Vara da Comarca de Rio Branco. Na sentença, a empresa foi condenada pela pratica de pirâmide financeira e deve pagar R$ 3 milhões de indenização por danos morais coletivos, além de devolver o dinheiro investido pelos divulgadores. A empresa também foi dissolvida.

Os primeiros meses de atividade da empresa foram suficientes para o MPAC, por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor, suspeitar da fraude. A intenção dos promotores de Justiça que atuaram no caso foi evitar que os consumidores tivessem maior prejuízo no negócio.

A promotora de Justiça Nicole Gonzalez Colombo Arnoldi enfatiza que o objetivo dos trabalhos era não apenas barrar o crescimento da pirâmide, mas garantir que fosse bloqueada certa quantia em dinheiro para tentar o ressarcimento dos consumidores. Ela diz que o ressarcimento dos usuários está garantido.

“Essa decisão foi favorável também à decisão principal, que pedia a devolução do dinheiro aos divulgadores. Não sabemos precisar agora o valor que cada pessoa tem a receber. As decisões foram importantes para evitar que outros milhares de pessoas entrassem na pirâmide financeira e auferissem prejuízo, além de evitar que os já integrantes não colocassem mais dinheiro no esquema fraudulento”, disse.

Os promotores elogiaram o trabalho da Justiça Acreana, avaliando que o processo contra a Telexfree tramitou de forma célere durante dois anos e dois meses. Ao todo, a ação civil do MP continha mais de 20 mil páginas.


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