'Não vou abrir mão do meu direito', diz Carlos Costa


Após a empresa Ympactus ter sido condenado a pagar R$ 3 milhões por danos morais coletivos, um dos sócios da empresa, Carlos Costa, postou um vídeo no canal oficial no Youtube para falar sobre a decisão, que obriga que o dinheiro dos divulgadores seja devolvido.

Com uma duração de quase 20 minutos, Costa lê e aponta alguns pontos da decisão da juíza Thais Khalil. " Existem pontos curiosos que, inclusive, se forem levados a frente, acabam com o marketing multinível no Brasil e até do mundo talvez. Porque a filosofia aplicada contra a Telexfree vai servir contra todas as empresas, quando falo em todas, falo de empresas de 30 a 40 anos também", enfatiza.

Segundo o TJ-AC, na decisão, foi determinada a nulidade dos contratos firmados entre a Telexfree e os divulgadores, uma vez que se tratava de uma pirâmide financeira. Com isso, a empresa fica obrigada a devolver aos divulgadores os valores que foram investidos por eles, sendo abatido qualquer dinheiro recebido como lucro.

A empresa foi condenada ainda à obrigação de não celebrar novos contratos no mesmo modelo, sob possibilidade de multa de R$ 100 mil por cada novo contrato celebrado.

Segundo Costa, o recurso que devem mover contra a decisão da justiça não afeta o ponto de devolver aos divulgadores o dinheiro aplicado no negócio. "O que fala de devolução para os divulgadores, eu não vou recorrer. Como todos sabem, sempre lutei para essa devolução. Não concordamos com a decisão, mas respeito, porque é a Justiça e nós nunca vamos nos furtar a isso. Foi o entendimento da Justiça", destaca.
Sobre a constatação de que o negócio é uma pirâmide financeira, o sócio diz que a decisão não demonstra como de fato se dava o lucro da empresa. "A decisão diz que o negocia se baseia na adesão. Se você coloca tudo em adesão acabou o marketing multinível", aponta.

Costa diz ainda que a decisão é subjetiva, quando destaca empresas que fazem, segundo o sócio, o mesmo esquema de negócio da Telexfree. "Nós vamos recorrer sim. É um direito meu, da empresa, e não vou abrir mão do meu direito. Eu sempre pedi a Deus que abrisse a cabeça de todos os envolvidos. Estou sempre falando em devolver o dinheiro aos divulgadores", finaliza.

Sobre entrar com o recurso contra a decisão, a juíza que assinou a sentença, Thaís Khalil, informou que a empresa tem o direito constitucional de recorrer e que não se posicionaria sobre as declarações dos advogados de defesa ou dos sócios.

Fonte da Informação: Acre Alerta






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