Dinheiro não cai do céu', diz promotor


A condenação em primeira instância da empresa Ympactus Comercial S/A , conhecida popularmente como Telexfree, dá ao Ministério Público do Acre (MP-AC) a sensação de "missão cumprida", nas palavras do promotor Danilo Lovisaro.

Após o anúncio da sentença, os membros do órgão realizaram coletiva na sede do MP-AC, em Rio Branco, para falar sobre o processo que começou dois anos e três meses atrás, em julho de 2013.

Segundo o promotor, a Justiça do Acre agiu de maneira exemplar ao condenar a Telexfree ao pagamento de R$ 3 milhões por danos extrapatrimoniais coletivos. O Ministério Público estima que mais de 40 mil pessoas tenham ingressado no esquema apenas no Acre e mais de 1,5 milhão em todo o Brasil.

Para Lovisaro, a Promotoria de Defesa do Consumidor do MP-AC atuou de maneira preventiva e acabou evitando a adesão de mais pessoas. "Nós tentamos evitar que a pirâmide causasse grande prejuízo", disse.

A opinião é compartilhada pela promotora Nicole Gonzalez, que em 2013, foi a responsável por anunciar o bloqueio dos pagamentos e novas adesões à Telexfree. "Se não tivesse sido bloqueada, a gente não sabe nem estimar quantas pessoas teriam sido lesadas", falou.


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