Carros de Carlos Costa, dono da Telexfree, serão leiloados...




Carros de Carlos Costa, dono da Telexfree, serão leiloados...

Mercedes-Benz, modelo SLK 250 CGI, do Carlos Costa que foi apreendido pela Polícia Federal, mas que será leiloado para pagar divulgadores.

Dois carros do sócio da Telexfree Carlos Costa serão leiloados pela Justiça Estadual para o pagamento de divulgadores. Entre os veículos estão um carro Mercedez-Bens que custa mais de R$ 178 mil e um Kia Sorento de R$ 84 mil que estão registrados em nome do empresário.

A decisão é do juiz Ademar João Bermond, do 3º Juizado Especial Cível de Cariacica. Ele também vai colocar à venda outros dois automóveis, registrados em nome da VoxBras, de Castelo, e da Disk a Vontade, de Vitória, que são empresas ligadas à Telexfree.

O magistrado explica que se o leilão obtiver êxito, o dinheiro que sobrar deve ser disponibilizado para indenizar outras vítimas que ainda estão com o processo tramitando no local.

Os beneficiários dos leilões são pessoas que investiram na Telexfree e por causa do bloqueio da empresa, decretado pela Justiça do Acre, em junho do ano passado, não tiveram tempo de recuperar as aplicações.

No Juizado de Cariacica, processos de 10 outros associados da Telexfree foram executados.  Foram penhorados bens dos sócios da companhia e de outras empresas coligadas para pagar aos investidores.

O dinheiro da venda do Mercedes-Benz, modelo SLK 250 CGI, vai indenizar em R$ 14 mil um divulgador. Os interessados poderão arrematar o carro no dia 27 de novembro, às 15 horas, na sala de audiências do Juizado, localizado em Alto Lage.

O leilão do Kia Sorento ocorrerá no dia 1º de dezembro, a partir das 14 horas, junto à oferta do carro Fox City, avaliado em R$ 20.4994. Os dois veículos serão usados para pagar duas dívidas de R$ 13 mil e de R$ 12 mil. O evento também será na sala de audiências.

O outro carro penhorado que vai a leilão será um Fiat Doblo, avaliado em R$ 33 mil. O evento ocorrerá em Castelo, em data ainda a ser marcada, para reembolsar um investidor em quase R$ 12 mil.

Segundo Bermond, a decisão não entra em conflito com os outros processos que tramitam contra a Telexfree e os sócios. No Acre, a empresa é alvo de uma ação civil pública, que pede o fim da companhia, e a devolução do dinheiro para todas as pessoas que ingressaram no negócio.

No Espírito Santo, em julho deste ano, a companhia e os donos tiveram novamente os bens apreendidos e alguns até sequestrados pela Justiça Federal em decisão que culminou na Operação Orion. Pessoas envolvidas com a Telexfree são acusadas pela Polícia Federal de participarem de um esquema de pirâmide financeira e de fraudes contra o sistema financeiro.

O advogado da Telexfree Horst Fuchs foi procurado, mas pediu à reportagem para retornar a chamada, porém não atendeu as outras ligações.

Fonte da informação: A Gazeta


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